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PAULO CÉSAR SAMPAIO DOS SANTOS

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Jantar dentro de lata de goiabada...
Data: 9/8/2014 20:50:10
"O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais" (Salmo 78.3)

À tardinha, cerca de 17h, reuníamo-nos todos no alpendre que circundava quase toda a casa, que ficava à beira de uma estrada de terra batida, à espera dos últimos carros a passar, antes da noite fria e longa. Não havia energia elétrica. As lamparinas da casa não tardariam em acender-se, e um lampião à gás iria reinar na sala principal. Era o ano de 1972, no interior de Maranguape - Ceará.

Sentados no alpendre, ouvíamos vozes da cozinha, o mexer nas panelas de barro, em cima do fogão à lenha, risos e ralhações de nossas tias, na pressa de por o "baião-de-dois" em latas de goiabada - com o luxuoso acompanhamento de queijo de qualho, um ovo frito, alguma batata doce e um suco de frutas da estação. Comíamos tudo, e ainda pedíamos mais! Éramos atendidos. 

Comíamos, conversávamos, brigávamos, tudo ao mesmo tempo. Éramos adolescentes e tínhamos o tempo todo pela frente... Havia pratos normais - sim, havia. Mas, preferíamos a comida em latas-de-goiabada. Talvez fosse "moda e/ou costume" no sertão, naqueles tempos. Não sei, Deus o sabe!

De quando em vez, a fim de "filar a bóia" junto a todos nós, aparecia o "seu Firmino", amigo de nossos bisavós. Tinha cerca de 65 anos, pele queimada do sol, chapéu de palha, estatura mediana, vestindo calça & camisa branca, e com uma faca enorme atada à cintura (costume do interior), que nos metia grande medo, atenuado por ser ele amigo - afinal, amigo. Ele contava estórias de almas, enquanto comia o "baião-de-dois"... e nem se importava com o pavor estampado em nossos rostos... Acabava o jantar, começava a noite escura. Era tempo da moçada ir à rua principal do povoado e assistir TV, que estava pendurada em uma espécie de poste, à meia altura, para que todos pudessem ver, sentados em bancos de madeira. TV pública, no interior do Ceará, nos anos 70.

O que ouvimos, e vimos, e presenciamos, isso contamos a vocês, neste, digamos, "meio conto sertanejo".

Paulo César Sampaio
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